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Protesto e realismo, os traços da literatura africana

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Ferida por embates entre tribos, guerras, a África chama atenção por suas belezas naturais, costumes e também por sua prosa, que vem ganhando cada vez mais o mercado mundial de livros. Rica e diversificada, a cultura africana reflete em sua literatura um caráter militante e anticolonialista, devido aos anos em que o continente ficou sob exploração e domínio de potências europeias. Segundo o professor Dr. Mário César Lugarinho, da Universidade de São Paulo, a maior parte das produções literárias antes do século XIX, nos países da África de língua portuguesa é considerada como literatura colonial. Após a independência, surge uma literatura nacionalista, com autores preocupados com a cultura local, chamada literatura pós-colonial. Professor Dr. Mário César Lugarinho/Natalia Morato O período atual, tem traços de uma realidade vivida durante governos totalitários e exploradores. O papel de destaque nessa prosa é concedido às mulheres, que relatam em livros suas experiências negativ...

Aparelha Luzia é sinônimo de resistência da cultura negra

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O tímido galpão localizado na Rua Apa, número 78, no bairro da Santa Cecilia, Centro de São Paulo, traz a sua frente Erica Malunguinho, historiadora e idealizadora do Projeto Aparelha Luzia. O local abriga exposições de artes, teatro, mostras de documentários e filmes em prol da cultura negra. O espaço abre de quinta a domingo, das 19hr00 às 03hr00 e nele é possível curtir música popular brasileira enquanto se toma uma cerveja Guerrilheira. Não é à toa que o local já virou rota internacional, Erica conta, que recebeu caravanas do Senegal, Angola, Cabo Verde e até de Nova York. Todo simbolismo e resistência expostos nas paredes e teto do Ilê (casa), fica evidente para quem descobre que, Aparelha vem dos “aparelhos”, locais que abrigavam “refugiados” na época da Ditadura Militar e Luzia é o nome do fóssil mais antigo encontrado em Minas Gerais, com características de uma mulher negra. O fóssil é datado de 13.000 anos, antes mesmo do início do tráfico de escravos. Ambient...

Clube mantém viva a arte do bordado

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O bordado não é mais uma atividade considerada ‘de vovó’, muito pelo contrário. Atualmente, muitas pessoas aderiram a arte de criar peças usando essa técnica, como crianças, adolescentes e jovens adultas. O Clube do Bordado, coletivo criado por mulheres para perpetuar a arte, visa exatamente criar laços de amizade e de linhas, ensinando as técnicas por via de cursos para outras pessoas. Amanda Zacarkim, uma das fundadoras, conta que a ideia surgiu de pequenas reuniões que ela e mais cinco amigas faziam para bordar em 2013. “Passamos quase um ano tendo o C.B. como um ponto de encontro entre nós, já que semanalmente nos encontrávamos para bordar, compartilhar quitutes e histórias do nosso dia a dia”, completa. Muitas das artes que o C.B. produz são artes que remetem a feminismo e a sexualidade, mas sem deixar a delicadeza de lado. Amanda também fala sobre a popularidade desse trabalho manual. “Não é mais uma imposição para aprendermos isso ou...