Clube mantém viva a arte do bordado
O bordado não é mais uma atividade considerada ‘de vovó’, muito pelo contrário.
Atualmente, muitas pessoas aderiram a arte de criar peças usando essa técnica, como
crianças, adolescentes e jovens adultas. O Clube do Bordado, coletivo criado por mulheres
para perpetuar a arte, visa exatamente criar laços de amizade e de linhas, ensinando as
técnicas por via de cursos para outras pessoas. Amanda Zacarkim, uma das fundadoras, conta
que a ideia surgiu de pequenas reuniões que ela e mais cinco amigas faziam para bordar em
2013. “Passamos quase um ano tendo o C.B. como um ponto de encontro entre nós, já que
semanalmente nos encontrávamos para bordar, compartilhar quitutes e histórias do nosso dia a
dia”, completa. Muitas das artes que o C.B. produz são artes que remetem a feminismo e a
sexualidade, mas
sem deixar a delicadeza de lado. Amanda também fala sobre a popularidade desse trabalho
manual. “Não é mais uma imposição para aprendermos isso ou aquilo para ser mulher
‘prendada’ e, a partir do momento que as artes manuais passam a ser uma opção elas perdem
o peso da obrigação e dos rótulos”, diz.
Já Virgínia Magalhães, bordadeira que vende kits completos para bordado na internet, conta
que aprendeu desde pequena essa parte do artesanato. “Eu comecei a bordar novinha, com
uns 9 anos. As mulheres da minha vida, avó, mãe, tias, sempre foram habilidosas na costura e
bordado. E eu, curiosa, sempre procurava aprender tudo relacionado aos afazeres manuais.
Bordado é puro amor”, afirma. Cada vez mais conhecido, esse tipo de trabalho manual acaba
conectando pessoas, histórias e arte de uma forma tradicional, mas com um toque de
contemporaneidade.
Clube do Bordado aborda o feminismo e o "soft porn" em suas artes/Jade Lourenção
Por Jade Lourenção

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