Aparelha Luzia é sinônimo de resistência da cultura negra

O tímido galpão localizado na Rua Apa, número 78, no bairro da Santa Cecilia,
Centro de São Paulo, traz a sua frente Erica Malunguinho, historiadora e
idealizadora do Projeto Aparelha Luzia. O local abriga exposições de artes,
teatro, mostras de documentários e filmes em prol da cultura negra. O espaço
abre de quinta a domingo, das 19hr00 às 03hr00 e nele é possível curtir música
popular brasileira enquanto se toma uma cerveja Guerrilheira.
Não é à toa que o local já virou rota internacional, Erica conta, que recebeu
caravanas do Senegal, Angola, Cabo Verde e até de Nova York.
Todo simbolismo e resistência expostos nas paredes e teto do Ilê (casa), fica
evidente para quem descobre que, Aparelha vem dos “aparelhos”, locais que
abrigavam “refugiados” na época da Ditadura Militar e Luzia é o nome do fóssil
mais antigo encontrado em Minas Gerais, com características de uma mulher
negra. O fóssil é datado de 13.000 anos, antes mesmo do início do tráfico de
escravos.

Ambiente do local/Imagem da internet


Por Nathalia Santana

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